Universo Avatar RPG

Fórum de RPG baseado na animação de Avatar: A lenda de Aang e Avatar: A lenda de Korra.


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Roku

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 Emilio tinha um objetivo de vida, era simples e um pouco genérico, mas ninguém nunca disse que a felicidade deveria ser complexa. Na verdade nós quem complicamos cada vez mais a nossa própria vida, nos enchendo de preocupações e razões de desistência. Nos prendemos ao mundo ao nosso redor, e às coisas materiais, como se elas fossem tudo aquilo que nos é importante. Mas o dobrador de terra, sonhava em ser grande, e o mais forte.
 
Porém ele havia aprendido algo com a vida, que era o significado do treinamento. A pratica que leva à perfeição, mas uma prática errada e imperfeita pode levar apenas ao desastre. O garoto tinha que arrumar algum meio de se tornar o mais poderoso dos dobradores de terra, vencível apenas a um avatar, ou quem sabe nem isso...
 
O garoto não era um dobrador de fogo, mas acordou naquela manhã no orfanato, com a alma em chamas. Por algum motivo sentia que hoje nada iria pará-lo, e que o mundo iria sucumbir diante dos seus pés e aprender que qualquer um pode abrir o mundo no meio e tomar para si mesmo que é seu de nascença.
 
O garoto sai do orfanato, até a rua. Respira o ar, sentindo a sorte lhe abençoando. E de repente, sente um tapa no seu bolso. Ele olha atordoado para sua calça, e vê que a bolsa de dinheiro que tinha sumiu. Então, olha para longe, e correndo entre um amontoado de pessoas e mercadores, estava um garotinho, correndo enquanto carregava a bolsa de dinheiro de Emilio.
 

É, talvez não fosse o dia de sorte do dobrador. 
Post puramente interpretativo. Relate mais coisas do que eu falei, e sinta-se livre para fazer o que quiser nessa porra. 



Now I see fire, Inside the mountains, I see fire, Burning the trees
And I see fire, Hollowing souls, And I see fire, Blood in the breeze
And I hope that you remember me...
#1
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A vida no orfanato não era fácil. É claro, não era tão difícil também. Tinhamos comida na maior parte dos dias, os cuidadores sempre nos tratavam bem e, o mais importante, tinhamos um lugar para onde voltar, uma cama para dormir todas as noites, e isso era o que importava para nós. Claro, havia como em todo lugar um grupinho de valentões. Dobradores de fogo, alguns anos mais velhos que o restante de nós. Já tinham idade para trabalhar e ganhar o próprio dinheiro, mas ficavam convenientemente vivendo às custas do orfanato.

Emprego, aliás, era algo que eu estava atrás. Teria de treinar e estudar para passar nos testes para policial algum dia. Republic city estava cheia de pequenos e grandes marginais, e nada me deixaria mais feliz do que ajudar a prendê-los. Marginais como os que mantiveram a mim e minha tribo aprisionados por muito tempo naquelas minas de carvão estupidas.

Estava perdido em pensamentos quando percebi que meu bolso estava mais leve. Ao longe, vi um pivete correndo. Levei algum tempo para processar que tinha acabado de ser furtado, e mais algum tempo ainda para tomar uma atitude.

Fechei o punho, pronto para disparar uma rocha contra as costas do garoto, mas tinha medo de atingir a multidão. Com um grunido de raiva, afundei o pé no chão, disparando contra o garoto correndo o mais rápido que conseguir, dobrando o solo logo abaixo de meus pés a cada passo para que me empurrasse para a frente e para cima enquanto eu corria, para dar mais velocidade à corrida.

Tento esgueirar-me pela multidão, seguindo o garoto que corria à frente.



#2

Roku

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Emilio fica imediatamente em posição de dobra assim que vê o moleque correndo, mas quando ele se mistura na grande quantidade de pessoas, o garoto desiste e começa a correr atrás da criança. Emilio tenta se esgueirar entre a multidão, mas ele sempre fora um garoto de posição e movimentação bruta por causa exatamente da sua dobra, então, mesmo sem querer ele acabava dando ombradas e empurrando pessoas da sua frente enquanto corria na direção do ladrãozinho.
 
Então ele corre atrás do moleque, fazendo curvas, virando esquinas e quase o perdendo de vista umas duas vezes. O garotinho com certeza estava começando a ficar com medo. Então, ele vira em um beco um pouco estreito. O órfão dobrador de terra em resposta faz o mesmo, e é surpreendido com uma bolha de água atingindo seu rosto. Emilio tira a água do rosto esfregando a mão sobre o mesmo, mas quando consegue ver. O garoto desapareceu.
 

Procurar por ele não seria muito produtivo, a não ser que ele tivesse uma bela estratégia. Porém, ele poderia ir até a polícia e relatar o que tinha acontecido. Isso poderia render uma boa visita até o lugar e ainda por cima recuperaria seu dinheiro. Ou ele poderia simplesmente se conformar e arrumar alguma outra forma de conseguir dinheiro, sendo sair por aí para trabalhar ou se prostituir. Caberia à Emilio decidir o que fazer para conseguir treinamento. 



Obs: -100 ouros




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#3
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Dou uma franzida de testa, irritado e verdadeiramente triste. Naquela bolsa estava, literalmente, todo o dinheiro que eu havia conseguido. Fosse de caridade das freiras do orfanato, fosse fazendo bicos desentupindo chaminés ou carregando pedras para construções. Com um grunido de raiva, dou um soco na parede mais próxima, irritado. Pondero por um momento, andando em círculos, sem saber se deveria continuar à procura ou simplesmente desistir. Ou... Bem, não custava nada.

Dou meia-volta e caminho na direção da delegacia. Seria uma boa oportunidade de conhecer melhor o lugar. Ver os dobradores de metal e, bem, quem sabe eles não encontram o garoto com meu dinheiro? Sem dúvidas eram dobradores de terra mais habilidosos que eu.

Assim, sigo para o posto mais próximo.



#4

Roku

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Emilio estava com raiva. Raiva o suficiente para socar a parede do beco, e com sua dobra de terra criar uma rachadura enorme, que percorria até o teto. Uma mulher abre a janela, gritando “Oh céus” e se esconde dentro de casa novamente. O dobrador de terra órfão anda em círculos, tentando buscar alguma alternativa à qual recorrer. E então, decide ir até a polícia registrar uma queixa do acontecido.
 
Andando pela cidade, novamente ele sentiu aquilo. Aquilo que corre em suas veias desde a infância. Uma sensação ruim, a sensação de não fazer parte daquele lugar. E ela era gerada pelos olhares das pessoas. Talvez fossem suas roupas, seu jeito desorganizado de andar ou encarar. A maioria das pessoas olhava para ele com medo, como se ele fosse assalta-las logo em seguida.
 
Era a forma que encaravam todos os órfãos. Todos aqueles sem um lugar para morar, e sem um espaço na sociedade. E talvez fosse assim que os policiais olhariam para ele.
 
Emilio se vê em frente à delegacia da polícia. Era uma construção enorme de metal, com algumas portas metálicas no teto que ficavam se abrindo e fechando para receber os policiais. Era um entra e sai muito rápido, e vários policiais voavam por entre as casas com seus cabos metálicos em velocidades absurdas. Fascinante.
 
O dobrador de terra entrou na delegacia. Lá, havia algumas pessoas atendendo as denúncias mais simples. O garoto pegou uma fila até finalmente ser atendido, e foi registrar o boletim de ocorrência. Ele descreveu o ladrãozinho como pediram, disse que provavelmente era um dobrador de água. Foi uma série de perguntas. Mas de repente, ele ouve um grito dentro da delegacia que assusta todo mundo lá dentro.
 
- FOI ELE SEU GUARDA!!! - Emilio se virou na direção do grito, e viu que a mulher que gritava apontava para ele. E também, que era a mulher que olhou na janela quando ele quebrou a parede da sua casa.
 
Um dobrador de metal com cerca de 2 metros de altura se aproximou do garoto com sua armadura de policial, segurou seus ombros e ergueu o garoto sem dificuldade enquanto falava: “Você vem comigo!”. Ele carregou Emilio por um corredor de metal. Até entrarem em uma sala feita puramente desse elemento. Colocou-o em uma cadeira, e sentou-se em outra oposta à essa, com uma mesa entre os dois. A sala de metal se fechou por completo.
 

- É verdade que você vandalizou a casa da Senhorita Gertrude? Onde estão seus pai garoto?


Definitivamente, não era o dia de sorte de Emilio. 



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#5
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Definitivamente, pensei, eu quero isso.

Observei admirado os policiais entrando e saindo da delegacia em alta velocidade. Todos viam a nós, dobradores de terra, como os mais lentos detre os quatro dominadores. Mas quem poderia dizer que aqueles caras ali eram lentos? Voavam no ar como se pudessem dobrá-lo. A maestria que tinham com o metal, a confiança de lançar-se de cima dos prédios, confiando apenas em sua dobra... Era aquilo que eu queria para mim.

Tudo correu bem lá dentro. Fui atendido e já estava dando meu relato, descrevendo o trombadinha que havia me roubado, quando a mulher histérica apareceu gritando, e fui carregado para outra sala por um armário que se dizia homem. Uma vez lá, ele se senta de frente para mim e pergunta se eu havia vandalizado a casa daquela moça. Cerro os dentes. Havia ido lá fazer uma denuncia e, olha bem? Sou preso! Parabéns, van Helm.

-- Sim, senhor. Eu quebrei a parede da casa dela. Mas não foi a minha intenção. Eu ainda não sei controlar direito a minha dobra. Desculpe.

Olho para minhas mãos sobre a mesa, e então para ele. Não via motivo para mentir para aquele homem, que estava fazendo nada mais do que o seu trabalho. Eu havia, de fato, lesado o patrimônio daquela mulher, e merecia estar naquela situação. Embora não achasse completamente justo, é claro.

Aguardo observando-o e admirando a sua armadura, tentando gravar na mente cada pedaço dela com meus lhos, que deviam estar brilhando idiotamente àquela altura. Me perguntava se aquele homem enorme seria capaz de voar pelos ares como todos os outros.



#6

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#7

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